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Tese de doutorado do Instituto Nutes/UFRJ ganha prêmio da Capes

O Prêmio Capes 2019 concedeu Menção Honrosa à tese de doutorado defendida por Edgard Miranda da Silva, sob a orientação da professora Rita Vilanova, no Programa de Pós-graduação de Educação em Ciências e Saúde (PPGECS) do Instituto Nutes. Este ano a premiação obteve recorde de inscrições com 1140 candidaturas em 49 categorias. De acordo com a Capes, mais de 93 trabalhos receberam menção honrosa.

Com o título “Educação científica e cultura política democrática: um estudo sobre o processo de recontextualização de elementos de formação política na prática do ensino de Ciências nas séries iniciais”, Edgar articula com originalidade educação científica e cultura política no Ensino de Ciências com séries iniciais do Ensino Fundamental. O parecer da banca de avaliação do Nutes decidiu com unanimidade indicar a tese de Edgar ao prêmio por desenvolver análise sobre temas atuais, relacionando ensino de ciências e formação política.

Segundo o parecer: “O texto é bem escrito e possui significativo folego teórico e analítico, visto a ampla revisão bibliográfica apresentada e a detalhada, abrangente e aprofundada análise de seus resultados. Atinge, assim, de forma destacada, nível acadêmico de alta relevância para o desenvolvimento científico, cultural e social, e tem impacto potencial na geração de novos caminhos de pesquisa na área”.

Edgar é professor do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico do Colégio Pedro II. Também é coordenador do Grupo de Estudos, Pesquisa e Extensão em Educação e Sociedade – GEPES. Suas pesquisas focam a compreensão dos processos de construção e recontextualização de políticas educacionais e curriculares; o currículo e ensino de ciências nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental e a formação de professores.

Histórico/Missão

O Programa de Pós-graduação do NUTES foi criado em 1996 e teve seu curso de Mestrado credenciado pelo MEC/CAPES em 1999. Originalmente voltado para a investigação da Tecnologia Educacional em Saúde, com a renovação do corpo docente e o atendimento à crescente demanda de professores do ensino básico, o programa naturalmente ampliou suas temáticas de pesquisa, de forma a (i) estender a discussão sobre educação em saúde, tradicionalmente relacionada ao ensino superior, para os níveis de ensino fundamental e médio, (ii) incluir uma discussão acerca do papel das tecnologias da informação e comunicação no ensino de ciências na escola básica, gerando assim contribuições para a área de Ensino de Física, Química e Biologia, (iii) integrar dimensões socioculturais relevantes no estudo das relações entre educação, ciências e cultura em ações educativas em ciências e saúde em espaços formais e não formais. Esta ampliação do escopo das atividades do Programa configurou uma nova identidade acadêmica, concretizada em dois níveis institucionais: (i) na reestruturação de sua proposta de formação para responder à crescente demanda da sociedade, de profissionais das áreas da saúde e de professores do ensino básico por investigações acerca das relações entre Educação, Ciências e Saúde e (ii) na mudança do Programa, que estava alocado na área Multidisciplinar, para a área de Ensino de Ciências e Matemática, atualmente área de Ensino (Área 46) que já abrigava programas cujas propostas estavam voltadas para o campo da Educação em Saúde.

Em sua atual configuração a proposta do programa se organiza a partir de uma visão crítica das relações entre educação, ciências e saúde, respondendo aos desafios postos pelo contexto educacional e de formação de professores das ciências e de profissionais de saúde. O trabalho acadêmico é desenvolvido em cinco laboratórios de pesquisa que abrigam grupos cadastrados no Diretório Nacional de Grupos de Pesquisa do CNPq. A equipe docente conta com 16 professores credenciados, sendo 14 permanentes e 03 colaboradores (Normas para credenciamento de Docentes no Programa – Aprov. CEGNUTES 21/06/2018). Deste total, cinco são bolsistas de Produtividade em Pesquisa do CNPq. O programa tem tido fluxo regular de formação e tempo médio de titulação adequado aos limites sugeridos pela CAPES. Seu impacto social é atestado pelo alto índice de aprovação dos titulados em concursos públicos, pela atuação de seus egressos em instituições de ensino superior e no sistema de saúde, pelos significativo número de projetos financiados, pela produção acadêmica docente e discente em periódicos e eventos classificados nos estratos superiores do Qualis da área 46, pelo desenvolvimentos de materiais didáticos e de ações de formação permanente. As cooperações acadêmicas do Programa em nível nacional e internacional foram ampliadas, o que tem permitido aos doutorandos realizar estágios doutorais no exterior. Até a presente data, o Programa já formou 247 mestres e 46 doutores, oriundos principalmente das áreas das ciências naturais e biomédicas. Na última avaliação quadrienal da CAPES (2013-2016), o programa recebeu nota 6.

Integradas numa única área de concentração intitulada Ensino de Ciências e Saúde, as novas linhas de pesquisa reforçam a identidade com o campo do Ensino de Ciências e Saúde.